sábado, 24 de novembro de 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012


VERY NICE!!

Something about the silence

  A luz apagou-se e aquele silêncio sufocou-me, mas logo parou. 
  As Vozes voltaram, entram na minha mente e dá-me uma forte dor de cabeça, sinto uma grande confusão; vejo tudo à roda...
 Talvez seja agora... mas... e se não for?
 O medo propaga-se em mim. Todas as dúvidas voltam, os medos regressam, os inconscientes transformados em sonhos que ninguém conhece estão de volta.
 Estou longe para que aquilo aconteça hoje... agora. 
   

"Coitada da Virginia"

  Quando a Virginia tinha cinco anos, gostava de passear no jardim, tinha árvores, roseiras, estátuas e fontes.
  Agora a Virginia já não gosta de passear no jardim, ela gosta de dormir até tarde; beber coca-cola; fumar um cigarrinho e ficar deprimida no quarto.
  Quando tinha cinco anos ela gostava de chamar maravilhoso a tudo e a todos, agora ela diz merda de cinco em cinco minutos.
  A Virgínia agora já não é feliz. Pobre Virgínia.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Somos juízes e vitimas de um local onde o gerente desperdiça os bens para os maus

segunda-feira, 30 de abril de 2012

isto é só mais uma coisa

Já se torna insuportável, é tão grande o vazio e o peso que já se torna insuportável.
Quase não aguento a dor, a dor pesada, existe algo que me sufoca algo que me prende e não me deixa viver.
Começa a ser impossível estar aqui... e portanto não estou feliz... não sou feliz... apesar de ter tudo... o tudo não me consegue preencher... é apenas isto...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

"Quando o tempo nos corresponde ou não"

 É que por vezes já estamos tão sem cor, tão no fundo... olhamos para cima e já nem vemos o céu, nem as estrelas, nem sentimos os pingos da chuva, nem sentimos o calor morno dos raios de sol.
 Estamos tão afastados do mundo lá fora, estamos entalados num buraco pequeno, que quase não nos deixa respirar.
 Por vezes ouvimos as vozes que vêm lá de cima, ouvimos as rodas dos carrinhos dos bebés, as folhas das árvores a cair, crianças a rir, os seus passos, ouvimos alguém que conhecemos a falar e é aí que a chama-mos mas ela não nos ouve. E então parece que o dia chora connosco durante dias... e dias... e noites... e depois o sol aparece e passa pelos pequenos buracos, mas parece que só o tempo muda de humor.
  E por vezes odiamos quando ninguém percebe o que realmente somos, ninguém vê, odiamos quando não vivem certas noites sinistras e as respiram, ou quando não nos sentem.
  Então estamos de novo no buraco fundo e choramos, e as nuvens choram, até que estamos diante de um lago fundo e não sabemos nadar, os nossos pés são enterrados na terra, o nosso corpo é sugado para dentro, apenas nos deixamos levar e somos deitados no fundo do lago como se fossemos pedras, não flutuamos.
  Mas o sol aparece, um sol forte aparece e seca o lago e já conseguimos respirar, abrimos os olhos e estamos deitados em terra seca que já não tem os meus pés presos.




quinta-feira, 1 de março de 2012

"o relvado é igual a algo que é importante"

À poucos dias olhei para ti discretamente,                                                                          
Estavas de costas, com uma camisa ás bolinhas,
De repente o teu cabelo ficou mais curto,
Tal como os teus pés, diminuíste por completo,
Aconteceu-me o mesmo...
Aparece-mos num jardim,
Nas costas tínhamos mochilas
Em forma de golfinhos azuis
Corríamos sem parar num relvado,
Um relvado que não tinha fim,
Olhamos para trás e o relvado não tinha inicio
Era-mos pequenas riamo-nos sem parar,
Corria-mos sem parar,
Dê-mos as mãos...
As gargalhadas ecoavam nos infinitos,
E corria-mos sem nunca nos cansar-mos.
Queria-mos chegar ao fim, mas não tínhamos pressa.
E corria-mos...
Não chega-mos ao fim,
Não era possível.
Voltamos à sala onde estavas de costas
Finalmente viras-te para mim
E disseste que faltavam cinco minutos
Para a aula acabar.


 
" O amor dá-me fome e eu quero ser anoréctica "

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ser

 Querido espelho desculpa-me mas nunca mais disseste que eu era bonita, e talvez não seja tua culpa, mas a quem entrego toda a minha falsidade que a algum tempo começou a transparecer para fora? se não te entregasse a ti seria ainda mais falsa do que o que sou...
 Por isso cobri-te com um lençol branco de linho, peguei em ti e com esforço coloquei-te no carrinho de mão do pai.
 Escalei uma montanha carregando-te sempre, passamos pela casa  da capuchinho vermelho mas não parei,  caminha-mos pelos verdes campos, vimos ovelhas  um pastor e flautista tocando melodias tristes, o caminho começou a tornar-se árduo mas continuei; avistámos neve, congelou-me os pés, congelou a tua face, travou as rodinhas do carro de mão. Retirei-te do carrinho e continuei contigo ao colo arrastei os meus pés com dificuldade. As mãos começaram-me a doer e a sangrar pois estavas muito pesado, eu continuei, mais à frente a neve acabava e começaram a aparecer folhas, folhas verdes, castanhas, amarelas, vermelhas, as árvores secas rodeavam-nos e olhavam-nos, de repente o braço de uma pequena árvore arrancou o lençol de linho que te cobria caís-te na lama peguei em ti,  olhei para as árvores que se tornaram de repente assustadoras e corri contigo no meu colo, o caminho começou a ser mais íngreme e difícil de subir; continuei, estavas sujo não eras capaz de reflectir fosse o que fosse, já não eras capaz de fazer alguém feliz.
 O topo da montanha avistou-se o céu estava negro tal como as nuvens, a chuva apareceu e foi cada vez ficando  mais forte a lama que te cobria começou a desvanecer-se já conseguia ver o reflexo dos meus cabelos escuros molhados como a minha roupa, como os meus braços ao longo do meu corpo, conseguia ver a minha cara finalmente, as lágrimas escorriam-me pela face, eu via os meus lábios rosados e a tiritarem de frio, via o meu ser frágil e talvez um pouco ingnorante mas consegui ver-me.
 Por isso amigo desculpa-me por te ter trazido de novo para minha casa, para o meu quarto. Poderia ter-te deixado naquela montanha onde poderias reflectir-me de lá todo o mundo mas os meus olhos guardam memórias e tu reflectes os meus olhos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Não o sabemos

Por vezes não iremos compreender o nosso estado de espírito - porquê que estou feliz se nada me correu bem? ou porquê que estou triste se tudo me correu bem?- de facto são diversas as respostas, mas infelizmente eu não as sei responder.
 Havia uma miudinha que não se preocupava com nada do que se preocupa agora, ela brincava, ela corria, sorria. Mas, existe sempre aquele dia... aquele dia em todas as vidas de alguém, que muda a vida por completo. A miudinha cresceu mas ficou metade dela metade do seu corpo, metade da sua mente. O problema é que quando falamos de uma criança falamos de um ser frágil e a questão é: como é que este ser frágil pode aguentar a agonia, a tristeza de que a mim própria imponho.
 Tantas são as pessoas que vejo passar na rua e tento imaginar as suas vidas tento acrescentar sempre algo a cada uma delas, felicidade aos que parecem tristes, dinheiro aos que parecem pobres, tento imaginar as suas casas, ou se são grandes ou se são pequenas, se são confortáveis ou cor-de-rosa ou brancas ou até dignas de se chamar um lar. Mas então porque dizem que as pessoas que se estão a rir ou a sorrir ou a manifestar qualquer sinal de felicidade são realmente o que parecem ou por trás delas mesmas vive uma total obscuridade, uma total escuridão?
Nós por vezes somos aquele ser que finge, finge-se de ser o que é; tentamos disfarçar com um riso a tristeza e com um sorriso a desilusão.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"Je t'aime"

  Quando formos velhinhas e o nosso rosto  ter as rugas já delineadas iremos dar passeios pelas calçadas de Londres, partilhar uma lasanha num restaurante em Roma, iremos ficar tontas por olhar para o pico  da torre eifell em Paris, iremos aquecer-nos deitadas ao sol nas praias do Havai.
  Quando formos velhinhas e o nosso cabelo for branco ire-mos dar as mãos sentar-mo-nos perto da lareira e eu irei contar-te todas as minhas histórias, todos os meus segredos, as minhas aventuras e desventuras do passado deste presente.
  Aquilo que não te contei hoje conto-te amanhã.