quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
"Quando o tempo nos corresponde ou não"
É que por vezes já estamos tão sem cor, tão no fundo... olhamos para cima e já nem vemos o céu, nem as estrelas, nem sentimos os pingos da chuva, nem sentimos o calor morno dos raios de sol.
Estamos tão afastados do mundo lá fora, estamos entalados num buraco pequeno, que quase não nos deixa respirar.
Por vezes ouvimos as vozes que vêm lá de cima, ouvimos as rodas dos carrinhos dos bebés, as folhas das árvores a cair, crianças a rir, os seus passos, ouvimos alguém que conhecemos a falar e é aí que a chama-mos mas ela não nos ouve. E então parece que o dia chora connosco durante dias... e dias... e noites... e depois o sol aparece e passa pelos pequenos buracos, mas parece que só o tempo muda de humor.
E por vezes odiamos quando ninguém percebe o que realmente somos, ninguém vê, odiamos quando não vivem certas noites sinistras e as respiram, ou quando não nos sentem.
Então estamos de novo no buraco fundo e choramos, e as nuvens choram, até que estamos diante de um lago fundo e não sabemos nadar, os nossos pés são enterrados na terra, o nosso corpo é sugado para dentro, apenas nos deixamos levar e somos deitados no fundo do lago como se fossemos pedras, não flutuamos.
Mas o sol aparece, um sol forte aparece e seca o lago e já conseguimos respirar, abrimos os olhos e estamos deitados em terra seca que já não tem os meus pés presos.
Estamos tão afastados do mundo lá fora, estamos entalados num buraco pequeno, que quase não nos deixa respirar.
Por vezes ouvimos as vozes que vêm lá de cima, ouvimos as rodas dos carrinhos dos bebés, as folhas das árvores a cair, crianças a rir, os seus passos, ouvimos alguém que conhecemos a falar e é aí que a chama-mos mas ela não nos ouve. E então parece que o dia chora connosco durante dias... e dias... e noites... e depois o sol aparece e passa pelos pequenos buracos, mas parece que só o tempo muda de humor.
E por vezes odiamos quando ninguém percebe o que realmente somos, ninguém vê, odiamos quando não vivem certas noites sinistras e as respiram, ou quando não nos sentem.
Então estamos de novo no buraco fundo e choramos, e as nuvens choram, até que estamos diante de um lago fundo e não sabemos nadar, os nossos pés são enterrados na terra, o nosso corpo é sugado para dentro, apenas nos deixamos levar e somos deitados no fundo do lago como se fossemos pedras, não flutuamos.
Mas o sol aparece, um sol forte aparece e seca o lago e já conseguimos respirar, abrimos os olhos e estamos deitados em terra seca que já não tem os meus pés presos.
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