Por vezes não iremos compreender o nosso estado de espírito - porquê que estou feliz se nada me correu bem? ou porquê que estou triste se tudo me correu bem?- de facto são diversas as respostas, mas infelizmente eu não as sei responder.
Havia uma miudinha que não se preocupava com nada do que se preocupa agora, ela brincava, ela corria, sorria. Mas, existe sempre aquele dia... aquele dia em todas as vidas de alguém, que muda a vida por completo. A miudinha cresceu mas ficou metade dela metade do seu corpo, metade da sua mente. O problema é que quando falamos de uma criança falamos de um ser frágil e a questão é: como é que este ser frágil pode aguentar a agonia, a tristeza de que a mim própria imponho.
Tantas são as pessoas que vejo passar na rua e tento imaginar as suas vidas tento acrescentar sempre algo a cada uma delas, felicidade aos que parecem tristes, dinheiro aos que parecem pobres, tento imaginar as suas casas, ou se são grandes ou se são pequenas, se são confortáveis ou cor-de-rosa ou brancas ou até dignas de se chamar um lar. Mas então porque dizem que as pessoas que se estão a rir ou a sorrir ou a manifestar qualquer sinal de felicidade são realmente o que parecem ou por trás delas mesmas vive uma total obscuridade, uma total escuridão?
Nós por vezes somos aquele ser que finge, finge-se de ser o que é; tentamos disfarçar com um riso a tristeza e com um sorriso a desilusão.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
"Je t'aime"
Quando formos velhinhas e o nosso rosto ter as rugas já delineadas iremos dar passeios pelas calçadas de Londres, partilhar uma lasanha num restaurante em Roma, iremos ficar tontas por olhar para o pico da torre eifell em Paris, iremos aquecer-nos deitadas ao sol nas praias do Havai.
Quando formos velhinhas e o nosso cabelo for branco ire-mos dar as mãos sentar-mo-nos perto da lareira e eu irei contar-te todas as minhas histórias, todos os meus segredos, as minhas aventuras e desventuras do passado deste presente.
Aquilo que não te contei hoje conto-te amanhã.
Quando formos velhinhas e o nosso cabelo for branco ire-mos dar as mãos sentar-mo-nos perto da lareira e eu irei contar-te todas as minhas histórias, todos os meus segredos, as minhas aventuras e desventuras do passado deste presente.
Aquilo que não te contei hoje conto-te amanhã.
Subscrever:
Mensagens (Atom)